5/14/2010

Pesos e balanças


Voltemos ao velho estilo de redigir textos, cheios de analogias, comparações e exemplos práticos.

Mãe é o ser mais sábio do mundo, mais que qualquer Einstein. A minha vive me dizendo que na vida é preciso ter equilíbrio, nunca ser extremo, nem 8 ou 80. Diante dessa premissa é que venho a esse post. Já pensaram aquela flanelinha da Católica manobrando uma BMW X6? Ou Michael Schumacher sendo obrigado a guiar um Celta 1.0 pelas ruas de Recife? Claro que o flanelinha diante de uma máquina como uma X6 não iria simplesmente fazer a baliza e desligar o carro, ele daria algumas voltas pela cidade e com certeza faria alguma besteira já que não tem noção da capacidade do motor desse carro. Já Schummi iria querer acelerar, correr com seu Celta, mas ficaria frustrado pela falta de potência de seu carro.

Dizem que Deus não te dá um fardo que você não possa carregar, por mais pesado que ele seja. Será? Acho que Deus tem mais o que fazer o que ficar pesando fardos numa balança industrial e calculando o peso de acordo com o IMC de cada para que ninguém carregue mais do que pode. Para evitar esse trabalho todo ele nos deu o Livre Arbítrio para decidirmos por nós mesmos quais fardos queremos levar. Quem escolher um fardo que de tão pesado se torne impossível de carrega-lo com certeza terá uma dor nas costas e não chegará ao fim do caminho. Quem escolher um muito leve terá que dar duas viagens para pegar outro. Temos um limite de capacidade e devemos respeitá-lo.

"Estou convencido das minhas próprias limitações - e essa convicção é minha força", disse Gandhi.

Tenho certeza que o risco de aparecer uma multa ou um amaçado em seu carro graças ao flanelinha que o manobrou é bem menor se esse seu carro for um Celta. E tenho certeza também que Schumacher poderia demonstrar toda a sua habilidade como piloto a bordo de uma BMW X6. Não podemos ser 8 e querer levar uma vida de 80, há um desequilíbrio nisso tudo. Ao escolher nossos fardos devemos ter muito cuidado para escolher exatamente aquele que se encaixe em nossos limites para a balança não pender para o lado errado.

"Não é necessário muita força para fazer as coisas, mas requer muita força para decidir o que fazer", falou Hubbard.

Nesse contexto todo eu seria Juan Pablo Montoya, não me encaixo em categoria nenhuma de corridas, mas em todas que eu entro fico famoso pelo pé pesado e consequentes destruições de seus carros.

7 Comenta aqui, campeão!:

E. disse... [Responder comentário]

É uma pena Deus não ter essa tal balança industrial. Eu pareço uma criança de 30 kg carregando um fardo com o dobro do peso. ;P

;*

carolfbm disse... [Responder comentário]

Adorei o post!
Como sempre, de parabéns!

Eti disse... [Responder comentário]

Quanto ao post qualquer comentário que eu faça aqui não vai significar nada, MUITO BOM, MESMO!
Pra mim vc andou escrevendo isso pra meu pequeno ser ler! Mermão, ficou show!

Olivia disse... [Responder comentário]

Que lindooooo =) tu és até falante auhsuha ;P

Henrique Cavalcanti disse... [Responder comentário]

Eu também me considero parecido com Montoya! Sou gordo, nao me encaixo em nenhum lugar, mas onde chego, sou destaque,talvez pelo peso, quisás pelo talento de pesuadir as pessoas.

Luana Silva disse... [Responder comentário]

A gente nunca vai querer carregar fardo. Nós carregamos uma coisa boa que pode ou não virar um fardo, mais tarde. O ser humano é tão teimoso, que acha que pode carregar o mundo nas costas, sempre foi assim. E o pior é que às vezes consegue.

Nathalia Cassundé disse... [Responder comentário]

Eu gosto desse teu jeito extremista, a pesar de saber q isso não faz bem a ninguém.

Você encontra o meio termo quando cansa de apanhar. ;)