12/31/2010

Réveillon


E lá se vai mais um ano. Quando eu era mais novo tinha na minha cabeça que anos pares eram os bons e os impares ruins, mas os últimos anos foram exatamente o contrário. 2010 se vai sem deixar nenhuma saudade em meu coração.

Claro que coisas boas aconteceram em minha vida nesse ano, porém as coisas ruins foram em bem maior proporção. Acaba se sobrepondo as coisas boas. Minha esperança agora não é nem por um 2011 melhor, minha esperança é para que na virada do ano, durante o foguetório, eu comece a acreditar que 2011 possa ser melhor.

Que de 2010 só fiquem as lições dos erros cometidos e que eu tenha inteligência e bom senso o suficiente em 2011 para não repetir todos esses erros.

E daqui pra frente, tudo vai ser diferente...

Obrigado a todos que visitaram o blog nesse ano, espero ter todos vocês aqui me dando atenção durante muitos e muitos anos. Vocês foram uma das coisas boas do meu 2010, digo isso de coração.

Feliz ano novo para todos, são os votos do seu amigão para todas as horas aqui.

12/23/2010

Purple haze


Lembro bem de um fato curioso em minha infância. Eu estava na 2ª série lá no CSD em Pesqueira, a aula era de Cidadania, no qual tínhamos um livro cheio de tirinhas onde em uma estava desenhada a situação correta e na outra uma situação errada do dia-a-dia da sociedade (por exemplo, em uma era um rapaz achando uma carteira e perguntando quem era o dono e na outra ele roubando a carteira).

O objetivo disso era que nós deveríamos pintar os quadrinhos com a situação correta a ser tomada. Eu fazia isso (eu acho), porém o "problema" era a maneira que eu pintava. Enquanto toda a turma pintava a calça do personagem de azul e a camisa de vermelho, eu fazia umas pinturas bastante psicodélicas. Ainda lembro da minha professora comentando com outra pessoa sobre as minhas "artes".

Fico pensando como seria a minha vida se desde cedo alguém tivesse investido na minha criatividade.

hahahahaha

Que viagem esse post!

(só depois de escrever isso foi que eu me lembrei que estou com febre)

12/20/2010

Selinho


Ganhei um "selinho" da Vi Lins e agora me sinto no dever de responder (quando ela me falou que tinha um "selinho" para mim no blog dela pensei logo que tinha uma nega se chegando em mim hahaha).

Fiz algo semelhante em 2008 no meu fotolog, e fiz um post recentemente bem semelhante. Vou tentar variar as respostas.

9 coisas sobre mim:

+Continuo não tendo estilo de cabelo definido (agora está na máquina, dias atrás estava todo cacheado);
+Ao todo já tive 7 fraturas no corpo em momentos diferentes;
+Coleciono camisas de times de futebol, ao todo tenho 16 dos mais variados times;
+Sempre que posso vou as missas aos domingos;
+Odeio Carlinhos Bala assim como odeio o mês de dezembro;
+Tenho duas irmãs, mais novas;
+Não vivo sem um alicate de unha ao meu lado (mal de quem roeu unhas por muito tempo);
+Quero seguir carreira na Polícia Federal;
+Eu não sou tão galinha/cachorro/safado/sem-vergonha como vocês pensam.

9 blogs que indico:

1. Ninguém é perfeito e o brega é assim
2. Ler é irreversível
3. Antologia
4. Sweet Dreams
5. Meus rascunhos e rabiscos
6. Sem palavras certas
7. Mulher super sapiens
8. Fragmentos de um inconsciente
9. Blog do Briboca

Missão dada é missão cumprida.

Fight Club


Você só será uma pessoa verdadeiramente livre quando toda sua esperança no amanhã se esgotar, pois assim você viverá sem expectativas, sem objetivos que te prendam, que tem impeçam de agir como bem entender. De agir da forma que te faça realmente bem, sem as amarras que o meio tem impõe.

Tema difícil de explicar, mas assistam Clube da Luta que vocês entenderam melhor.

Seja você mesmo e esqueça do mundo.

12/10/2010

O caminho suave


Eram exatas 20h11 quando ele saia de casa, nas costas amarrado por sua faixa branca o seu kimono azul de tantos treinos e lutas. Ia rumo a mais um treino. Além do seu wagi, ele carregava nas costas o peso de toda uma vida, ia treinar justamente para tentar aprender a se defender dos golpes que a vida insistia em lhe aplicar. Queria também aprender a cair sem se machucar tanto quando esse golpe fosse certeiro.

Mas em algum lugar dentro dele, ele sabia que ia treinar para apanhar mesmo, é o ônus por uma vida com tantos deslizes. Quem sabe assim ele não equilibraria seu karma. Ele só queria um pouco de paz interior. Mas essa semana tudo estava mais difícil, além dos fortes golpes que acabara de levar, contusões antigas voltaram a doer. Problema crônico que ele carregará consigo pelo resto da sua vida e terá que se acostumar com as dores que ela causam vez por outra. Não há gelo que alivie essas dores.

Calado ele segue, cabeça erguida. Nenhum grito de dor, nenhuma mão estendida pedindo ajuda para se levantar. "Se cair 10 vezes, levante 11" é o que se repete em sua cabeça, mesmo que essa voz cada vez fique mais baixa. Mas o relógio continua correndo e ainda há muito tempo de luta, desistir seria uma vergonha para aqueles que te ensinaram a ser forte. Então ele mais uma se levanta, mesmo que as vezes não saiba por que fez isso, sem saber onde está seu adversário. Só se levanta. E cai novamente. E fica de pé.

Dizem que aquilo que não te mata te faz mais forte, mas aquilo que não te mata de uma vez te mata aos poucos. Mas o que é a vida senão uma preparação para o fim? A partir do momento que você nasce você começa a morrer. O que te faz forte afinal de contas?

Hoje dedico essas palavras e minha vida ao meu avô Luiz que há 10 anos nos deixou e ao meu irmão André que essa hora estaria começando a preparação para o seu aniversário. Nem preciso dizer que o dia 10 de dezembro é o dia mais triste do ano para mim.

12/03/2010

Upside down


Essa semana eu comecei a treinar uma nova modalidade de luta, o Morganti Jujitsu, após a primeira aula fui pesquisar mais a respeito da parte filosófica dessa luta, afinal o Judô, o MJJ, antes de ser uma luta para mim é uma filosofia de vida. E logo de cara vi algo sobre ele que me deixou bastante satisfeito. No exame para a faixa-preta, aquele que está prestando o exame o faz usando sua faixa-branca (em todas as artes marciais a primeira faixa é a branca) como forma de mostrar que você lembra de onde veio, que você começou do zero e agora mesmo estando chegando no nível de perfeição você se mantém humilde.

Me identifiquei bastante com isso. Pouca gente sabe até porque eu não gosto de divulgar isso, mas a família da minha mãe é de origem muito humilde, porém de gente muito esforçada e graças a todo esse trabalho chegaram onde estão. Lá em casa, na minha família mesmo, já passamos por momentos muito complicados onde a maioria desistiria, mas superamos e hoje estamos melhor do que nunca, porém mantendo o mesmo estilo de vida simples da época que fomos morar em Pesqueira. É sangue de guerreiro nas minhas veias. Não divulgo esse lado da minha vida, porque não tenho orgulho de nada disso, não sou daqueles que adora gritar que já foi um fodido na vida. Tenho orgulho do que temos agora, lugar de passado é no passado, principalmente se for um passado ruim.

Mas esse mesmo sangue para quem é fraco pode ser um problema, a pressão que ele produz é absurda. Você carrega em suas costas o dever de ser sempre o melhor naquilo que você faz, e se teve outra coisa que eu aprendi nos tatames é que sempre haverá alguém melhor que você. Sempre. Até sua cabeça entender isso você vai levar muita queda e se levantar vai ficando cada vez mais difícil. Você acaba se sentindo desonrado por não está fazendo valer suas tradições.

Estou passando por um momento bastante tumultuado emocionalmente, estou me formando em poucos dias e vejo muitas nuvens em meu futuro. Sei que o caminho é o mesmo que minha família seguiu, o do trabalho duro, mas essas nuvens insistem em tirar toda a minha motivação/força.

12/01/2010

Relato de um morador do Alemão

Conforme eu avisei aqui anteriormente, eu disponibilizo o o meu blog para quem quiser postar seu texto ou indicar algum texto. Fico satisfeito com a participação de vocês.

Cláudia Alessandra enviou para o meu e-mail esse texto e acho que ele cairia bem com o blog. Pois bem, seu pedido é uma ordem, Cláudia.

Quem quiser ter seu texto publicado aqui é só mandar para o meu e-mail.

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O som no momento ainda é de tiro, talvez de calibres menores, pois aparentemente o confronto maior já cessou, se bem que eu aprendi que quando os tiros diminuem é que o perigo aumenta, porque essa é a hora que o morador da favela sai de baixo de suas camas, ou de seus abrigos de variações diversas, achando que a situação acalmou, e quando menos espera, bum! Volta o tiroteio de novo, sendo que agora os corpos estão de pé nos barracos, e o pior, despreocupados, e quando se está despreocupado é que o pior acontece, pelo menos no morro é assim, e já vi muito conhecido tomar tiro por causa dessa falsa sensação de paz. Ou seja, para se andar pelas vielas é preciso estar com o alerta ligado a todo tempo, independe do céu estar repleto de estrelas, ou infestado de balas traçantes.

Ah, perdão, nem me apresentei, é o nervosismo por causa da trilha sonora do horror. Para quem não sabe a trilha sonora do horror não consiste apenas em barulho de tiros; mixado junto aos tiros se encontram os latidos de cachorros, a gritaria (geralmente das crianças), e às vezes alguma voz gritando. Por conta desses fatores, comecei euforicamente a escrever e me esqueci de dizer quem sou, se bem que isso não tem muita importância, já que sou apenas mais um no meio da multidão favelada; igual a mim com certeza existem milhares, de mesma cor, de mesmo histórico familiar, de mesmos sonhos não realizados. Mas por questão de educação irei me apresentar mesmo assim.

Meu nome é Sebastião, é nome de velho, mas eu sou jovem, tenho 19 anos, herdei esse nome do meu finado pai, por isso os amigos e familiares me chamam de Júnior, me soa melhor, e para falar a verdade eu não tenho nenhuma cara de Sebastião, quando me chamam de Tião então, aí é que eu fico mais puto, minha mãe tem mania de me chamar assim quando faço algo que ela não gosta, mas não há nada que me tire mais do sério do que a guerra da hipocrisia, tipo essa que está rolando atualmente, e por isso resolvi escrever, não sei direito o porquê, mas como eu também não sei direito o porquê de tantas coisas, resolvi escrever assim mesmo.

Sou morador do morro do alemão, onde atualmente explodiu uma guerra, antes nunca vista no Rio, digo nunca vista, porque aparentemente dessa vez o objetivo é outro, e a causa também; afinal, por que antes de se falar em Copa no Brasil e olimpíada no Rio, nenhum Governo se preocupou em pacificar favelas? Antes o pensamento era: deixa esse povo se matar. Agora, pelo visto, a situação está um pouco diferente, pelo menos um pouco.

Nasci aqui, cresci aqui e vivo nesse morro até hoje, não sinto orgulho disso, mas também não sinto vergonha, afinal, teria eu, orgulho de quê? Vergonha de quê? É o que me resta morar aqui, é a única herança que tenho, o barraco que foi de minha avó e que hoje é uma humilde, porém aconchegante casa.

Por enquanto ainda não dá para morar no asfalto, mas não me sinto mais ou menos gente do que eles que moram lá em baixo; porém, me sinto mais digno do que alguns membros fardados que se dizem representantes do Estado, e que atualmente estão sendo aclamados como heróis por grande maioria da sociedade, aliás, nunca consegui entender direito os critérios que a sociedade em que vivo usa para escolher os seus heróis, talvez eu vá morrer sem entender.

Agora pouco fui à janela dar uma espiada no movimento do morro e pude ver alguns deles caminhando e ostentando seus armamentos e suas caras de mau, pude até ver alguns com os rostos pintados, como se tivessem preparados para uma verdadeira guerra do Vietnã, mas dessa vez os vietcongs a serem caçados não tinham cabelos lisos muito menos olhos puxados.

Pude ver no meio deles alguns conhecidos, eram poucos é verdade, já que a tropa invasora é formada em sua grande maioria por policiais de fora da área, mas os que puder reconhecer são frequentadores assíduos do morro, vira e mexe estão aqui para vender armas e até mesmo drogas que apreenderam em morros rivais, alguns eu vejo toda sexta-feira, pois é o dia que eles religiosamente comparecem ao morro para pegar a propina para que o baile funk possa rolar na paz. Eu sei disso tudo pois minha casa fica em uma área estratégica, posso dizer que moro numa linha imaginária do morro, pois a partir dali a polícia sabe que não pode subir, e desde que moro aqui poucas vezes vi eles passarem daquele local, a não ser em casos extremos, como quando morria algum repórter, e a mídia fazia pressão até encontrar o assassino, ou então agora, nessa guerra copeira e olímpica. E é por essas e outras que eu não consigo achar heroísmo nesses homens fardados que se dizem representantes do Estado, já que a maioria das armas que atualmente está sendo mostrada na TV como sendo apreendidas por eles não estaria aqui se os próprios não tivessem trazido e vendido para os próprios traficantes que agora estão caçando.

Às vezes a sociedade se pergunta quem financia todo esse caos, geralmente quem toma essa culpa é o viciado, mas eu sei bem quem é o verdadeiro financiador e quem sai lucrando com essa guerra.

Só que dessa vez está tudo diferente, os policias que antes eu via circulando no morro agora estão andando com policias federais, com militares do exército e marinha, não que eles sejam menos sujos, não que eles não fossem se vender diante de uma oferta tentadora de um traficante, mas eles não são daqui, e o momento é outro, agora o objetivo também é outro, antes eles vinham pra buscar dinheiro e fazer falsas apreensões para mostrar na TV que estavam trabalhando, e a população em sua maioria acreditava naquela cena toda, mas hoje não, hoje eles estão vindo para realmente fazer valer a presença do Estado (anos ausente), dá para perceber isso nos olhos dos soldados, dos policiais; se eu não fosse morador daqui até acreditaria que eles são realmente heróis, acho inclusive, que até eles estão se enganando achando que são heróis de alguma coisa, quando na verdade passam longe disso.

O fato deu estar criticando os policias não quer dizer que eu apóie os bandidos (estou me referindo aos traficantes), já que usar o termo bandido para discernir o policial do traficante pode ficar um tanto confuso, pelo menos para mim fica.

Criticar a polícia não consiste em um apoio ao tráfico, uma coisa não tem nada haver com a outra, já que para mim são dois imbecis lutando por nada, ou melhor, por interesses financeiros próprios que no final resulta em nada, só que por esse nada muito sangue escorre e muito inocente acaba morrendo. É a guerra do bandido X bandido, só que agora um bandido virou herói e o outro virou mais bandido ainda.

Quero estar vivo para ver esse morro realmente pacificado, pois polícia andando nas vielas e bandeira do Brasil fincada no alto do morro não quer dizer sinônimo de paz para mim. Quero estar vivo para ver o dia em que o Governo investirá pesado na educação, pois aí sim, as coisas poderão começar a mudar. Quero estar vivo para ver minha mãe poder vir dormir em casa todo dia sem se preocupar em ter que levar roupa para dormir no trabalho caso haja tiroteio no morro. Quero estar vivo para poder realmente apertar a mão de um policial e finalmente olhar dentro do olho dele e o ver como um verdadeiro e digno herói.

Por hora vou terminando este escrito, até porque a trilha sonora do horror voltou a tocar, e eu preciso me refugiar. A guerra de fato ainda não terminou, e está longe disso, sinto até pena dos que acham que agora a guerra terá realmente um fim.

Confesso que não estou com uma impressão boa, talvez por isso tenha resolvido escrever, pois apesar de estar no local mais seguro da casa, as balas estão cada vez mais ousadas, e não existe barreira para elas, talvez alguma me encontre hoje (aquela mesma que a mídia insiste em chamar de perdida), ou algum dia qualquer, sei lá; mas as minhas palavras permanecerão no papel, eternizadas enquanto o tempo não as destruir. Espero um dia poder abrir este papel para ler sobre um tempo não mais vivido, e poder finalmente escrever alegremente um texto de outro título. Esperarei ansiosamente pela chegada de meus verdadeiros heróis, e para eles terei o imenso prazer de escrever e dedicar a paz em primeira pessoa.

Rio de janeiro (purgatório da beleza e do caos) - 28/11/2010

Autor: Bruno Rico.

11/26/2010

Sou playboy, filhinho de papai...


Uma das mudanças causadas pela modernidade que eu acho mais rídicula é a tal da área vip. Cheguei a conclusão vendo o show de Paul McCartney pela tv imaginando aquele fã que dedicou toda sua vida a venerar seu ídolo, no caso, Paul e os Beatles, e quando ele tem a oportunidade única de chegar perto desse ídolo, simplesmente poderá ter que ficar há dezenas de metros dele quando poderia estar a poucos por estar sujeito a não ter dinheiro suficiente para comprar esse ingresso mais caro. Quem quer ficar na frente do palco que encare horas de fila, chegando cedo para ser um dos primeiros, etc. Para a maioria isso é bobagem, mas para o fã de verdade isso faz parte da vida dele.

O argumento para existência dessa área vip é selecionar o público, tornando o ambiente mais agradável, porém ontem no show de Paul o que eu vi foi que essa área vip tomou metade do espaço total, ou seja, selecionar o que, né? Mas de fato, não deixa de selecionar. Imagina aquele cara que comprou esse ingresso mais caro só pra ficar no ambiente das pessoas selecionáveis e passou o show todo no limite desse espaço, há poucos metros da peble. De fato, eu que não queria dividir um ambiente com esse tipo de gente que está mais preocupada em estar em evidência do que com o objetivo principal que é ver Paul.

Impressionante como ser-humano faz questão de ser melhor do que o outro por meio de aparência e não de gestos, achar que moral se compra, de não querer se "misturar". Dei o exemplo do show de Paul, mas essa história de Área Vip é no Brasil todo, aqui em Recife nem se fala. O que não falta é gente aqui com essa tara de querer ser vip. Antigamente a playboyzada não ia a pagode ou forró, porém algum publicitário brilhante passou a promover shows vip (Revelação Vip, Garota Safada Vip, etc) e só por causa dessas 3 letras o público mudou, o detalhe é que o show, o local, o repertório, a estrutura é exatamente a mesma de quando o show não é vip. Só o preço que é bem maior, mas pra que se misturar com o povão, né?

Bem que poderiam mudar o nome para Curral Vip. Eu prefiro ficar no meio do povo, na pista.

11/19/2010

Need for speed


Nunca escondi de ninguém que busco inspiração para fazer meus posts nos mais diversos lugares. Desde filmes até uma espera na parada de ônibus. Mas uma das minhas fontes mais constantes para fazer posts sobre comportamento feminino é o Manual do Cafajeste. Sei que o autor de lá é bem boçal e nem sempre escreve algo que preste, mas as vezes ele acerta a mão e com isso me faz pensa e até escrever sobre o assunto, no caso atual são os tipos de mulheres.

Se tem um tipo de mulher que eu estou correndo mais do que nunca ultimamente são as dependentes demais, e o meu nível de "correria" disso só aumenta de acordo com a proporção nível de dependência / idade da menina. A menina dependente é um saco, mas muito pior é "menina" de 20 anos dependente, aquela que não pode fazer nada (sem referências ambiguas). Para ir ao cinema ou viajar no fim de semana é um processo mais complicado que resgatar alguma verba que o Governo te deve. Seria mais simples se houvesse um protocolo pré-estabelecido no qual você tivesse que assinar dezenas de documentos, ter que dar entrada em todos eles, aguardar aprovação, ver que não foi aprovado, tentar de novo por meio de recurso, ser atendido em partes e ainda aguardar um prazo enorme. É sério, garotinhas, isso irrita demais. É melhor dizer que não está a fim de sair com o cara do que dizer que o pai não deixa.

Outra coisa que me irrita profundamente é aquela menina que quando o cara chama pra sair (não "encontro", mas algo que possa a vir ser um, como uma festa com seus amigos, pra se conhecerem), e ela pergunta como é que ela vai, na esperança do cara falar que vai passar lá de carro para leva-la. Se não tiver como ir simplesmente pergunte se tem carona com o cara, mas não faça disso a condição única para você sair com ele. Véio, eu não tenho carro logo não posso sair com mulher nenhuma? Nêga, te vira! Ônibus, táxi e até o seu pai podem te levar (lembra dele agora), não fique na minha dependência (a não ser que você seja a minha namorada, ai é outra história) ou de qualquer outro cara. Mas mesmo que eu tivesse um carro (em breve, com fé em Deus) não seria todas as vezes que iria buscar uma menina em casa para sair, tem menina que definitivamente não compensa esse trabalho. Do mesmo jeito que você não faz toda questão do mundo de sair com aquele cara, pode ter certeza que muitas vezes o cara também não faz questão de sair com você.

Ainda aparece um ou outra nesse perfil que reclama quando o cara sai com as meninas desenroladas. Tá explicado agora?

Edit: antes que venham me chamar de babaca de novo, não é, Dona Jéssica?! Esse post não foi indireta pra ninguém, sou homem disso não, foi sim uma DIRETA a todas aquelas que se encaixam nesse perfil, porém não direcionei essas palavras a ninguém em especial. Pode ser? Tranquilo?

11/18/2010

The ultimate fighter


Não pare. Prepare-se.
Não ceda. Exceda.
Não se desespere. Supere-se.
Não desista. Resista.
Não provoque. Prove.

O maior desafio é vencer a si mesmo.

A luta nunca termina.

11/13/2010

The way you move


Quando eu rezo procuro pedir a Deus para que Ele me dê forças para que assim eu possa conseguir o que quero, evito pedir que Ele me abençoei com determinada graça. Não peço para ser aprovado por em determinada prova, peço forças para conseguir estudar o suficiente para passar nela. Faço me baseando naquela passagem que diz que se deve ensinar o homem a pescar, não dar o peixe a ele.

O ser-humano em sua grande maioria é um ser acomodado, se acostuma facilmente com as coisas boas. Quando está numa boa, pouco faz para manter essa condição, dai vem aquela história de que é mais difícil se manter no topo do que alcança-lo. Você procura sempre conquistar as coisas da maneira mais fácil, é mais cômodo e menos cansativo se ajoelhar e rezar do que passar 1 ano estudando.

Muitas pessoas que eu gosto fizeram o Enem, algumas foram bem e outras não. Torci de verdade por todas elas, rezei pedindo que elas fossem bem nessa prova, não fiz isso só pensando no sucesso delas, mas pensei em mim também. Seria ótimo para mim ver todas essas pessoas que tanto se esforçaram atingir seus objetivos, pois me motivaria a seguir o exemplo delas para atingir os meus. Infelizmente a vida não é uma ciência exata, e nem sempre aqueles que vão no caminho chegam no destino que elas almejam. Mas vamos acreditar naquela história que não está na Bíblia que diz que no final tudo dá certo, se não deu certo ainda é porque não chegou o final, afinal é tudo questão de fé, né? Vamos tentar seguir no caminho certo, mais longo e com mais buracos então.

Na imagem é a capa do CD do Outkast, uma das minhas bandas favoritas.


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Curtiram o novo visual do blog?

11/05/2010

Meu povo!


Semana passada recebi um e-mail bem agradável (a palavra perfeita é essa) de Karol. Quem é Karol? Até o momento eu não sabia quem era Karol, mas mesmo assim ela me mandou um e-mail. Quase deleto ele sem lê-lo, como sempre, pois o destinatário era desconhecido, mas sei lá por que cargas d'água resolvi abrir. Ao terminar de ler minha cara era essa --> :D

Ela descobriu meu blog por acaso e gostou do meu jeito de escrever, etc etc etc O legal (pra mim) foi que ela fez questão de me elogiar. Não sou acostumado com isso (tá, eu sei que vocês vivem fazendo isso aqui nos comentários, mas vocês são do meu fã-clube e o sucesso já me subiu a cabeça hahaha), e escutar isso de alguém que nem me conhece em tempos que só venho levando pedrada na cabeça foi muito bom. Providencial.

Foi então que eu confirmei que esse meu blog consegue agradar algumas poucas pessoas. Em 5 anos, foram 135 postagens, contando com esta. Pouca coisa, mas o suficiente para render quase 3 mil acessos, a maioria dos acessos do Brasil, mas dos EUA foram 357 acessos, de Portugal 31. Além de acessos vindos da Alemanha, Japão, Rússia, Índia, Canadá, Coréia do Sul e Itália. Como esse povo veio parar aqui? Não sei. O que eles vieram fazer aqui? Não sei. Mas acho que foram atraídos pela minha beleza exposta na foto ao lado.

De verdade, me assusto com esses números. Meu objetivo com esse blog era só desabafar e gritar algumas coisas para o mundo. E fico impressionado em como vocês não tem site melhor para visitar hahaha

Pois bem, são esses números e esses e-mails de Karol que me fazem querer escrever aqui cada vez mais. Obrigado a todos por isso! De coração! Espero que continuem rindo das minhas besteiras e se irritando com minhas rabugentisses, por o estoque aqui é grande.

10/29/2010

St. Anger


Raiva. Já falei sobre isso aqui antes, mas é algo que eu gostaria de falar mais a respeito já que é um dos sentimentos mais presentes em mim. Muita gente diz que o oposto de amor é indiferença, pode até ser, mas não é o único, raiva também é. A diferença é que raiva é mais difícil de ser administrada, a indiferença está ali dentro de você, mas ao mesmo tempo não está. Já a raiva não, está ali, faz questão que todos saibam que ela está ali, fica duelando o tempo todo com seu auto-controle. Comigo na maioria das vezes ela perde ela luta. Quem nunca deitado na cama pronto pra dormir lembrou daquela pessoa ou daquela situação e foi tomado por uma vontade enorme de avançar no pescoço daquela pessoa (não só no sentido físico, mas emocionalmente ou psicologicamente) ou quebrar tudo naquela situação?

A raiva bem utilizada pode ser benéfica para você, pois é uma forma agressiva de você se defender de algo que te faz ou fez mal. Melhor defesa é o ataque. Agressiva, ela fará com que você desconte tudo aquilo que você passou. Vale a pena? Sei lá! Nunca consegui descontar uma raiva minha em quem realmente merecesse, mas espero fazer isso sim um dia. Se os deuses tem direito a ter seus ataques de fúria contra a humanidade, quem sou eu para não ter um lapso? Calma, não estou pretendendo matar ninguém. Só quero dizer que gostaria de saber qual a sensação de simplesmente explodir contra o alvo certo. Alguém que já passou por isso aqui sabe dizer que seu estado de espírito melhora após fazer isso? Não tenho plano nenhum de ser um monge budista mesmo.

10/22/2010

Los Hermanos


Eu nunca entendi todo esse sentimento de ódio que o brasileiro tem pelo argentino. Toda vez que tem algum evento esportivo que envolve um duelo entre Brasil x Argentina já começam a surgir as provocações. Pelo que vejo e que divulgam, 90% das provocações vem dos brasileiros. Não sei como é na Argentina, o que aparece vindo de lá é muito pouco.

Vendo um jogo da Argentina ao lado da minha família, questionei um dos meus tios sobre a origem de toda essa rivalidade. França x Inglaterra, Portugal x Espanha, Alemanha x Áustria, Coreia do Sul x Coreia do Norte, Japão x China, e tantos outros exemplos são facilmente explicados por meio de qualquer livro de história, mas nunca vi nenhum livro de história falar de alguma desavença política ou militar envolvendo Brasil x Argentina. Houve a Guerra do Paraguai, mas nesse caso o Brasil lutou ao lado da Argentina e do Uruguai quando massacraram a nação paraguaia. Esses sim tem todos os motivos do mundo para nos quererem mortos já que acabamos com a até então nação mais próspera da América Latina.

Eis que meu tio cogitou a possibilidade disso ter surgido durante a Copa do Mundo de 78 na Argentina, torneio o qual é recheado de polêmicas envolvendo manipulações de resultados por parte do governo militar argentino para que a seleção local fosse campeã (e foi). Dizem (e eu acredito nisso) que a Argentina manipulou o seu resultado no jogo contra o Peru para poderem eliminar o Brasil. Certo, isso realmente deve ter acontecido, mas creio que não foi só o Brasil o único prejudicado nisso tudo, porém não vejo outras seleções com tanta rivalidade contra a Argentina feito o Brasil. Outra possibilidade é o suposto jogo violento argentino. Mas eu assisto o campeonato argentino e eles entram na porrada mesmo contra qualquer um, não é privilégio dos brasileiros apanharem deles. O que será então?

Argentino é arrogante? Isso não há muito que se discutir, pois já vi de alemão a mexicano falar isso. Mas brasileiro também é, porém só é arrogante na frente de um argentino ou outro brasileiro. Na hora de ir para Europa ou EUA todo brasileiro vira um poço de simpatia. Argentino é mala com qualquer um. Rivalidade econômica entre os dois países? Por favor, né? Querer comparar a economia brasileira com a deles é uma piada.

Eu prefiro acreditar naquela teoria da conspiração que diz que toda essa rivalidade só surgiu por causa do Globo. Alimentando isso ela ganha mais uma fonte para obter audiência para si. Na minha cabeça é a mais coerente.

Outra possibilidade é a de que brasileiro por natureza adora menosprezar outro. Exemplo disso está aqui dentro do país mesmo. Basta perguntar o que um sulista acha de um nordestino, a comunidade "eu odeio nordestino" está ai para não me deixar mentir.

Brasileiros, sulistas, etc... Parem de ficar arengando por nada, é briga sem causa! Procurem ver o que esses povos tem de bom, o que podem te oferecer, é muita cultura que eles possuem. Deixem de engolir corda e vão aproveitar tudo de bom que eles tem que é o melhor que cada um faz. E se seu amigo estiver usando uma camisa da Argentina, não vá brigar com ele, a camisa é bonita mesmo.

Ps: sim, eu estava torcendo pela Argentina nessa Copa, da mesma forma que estava torcendo pelo Chile e torci pelo Uruguai. Pois foram essas as únicas seleções a apresentarem um futebol que agradasse, ao contrário da Seleção da CBF que me dava raiva de ver jogando.

10/15/2010

Rocket Man


Estou passando por um momento novo em minha vida, estou sozinho de fato, de direito e de estado de espírito. Desde os 12 anos de idade eu sempre tive algum "esqueminha", aquela menina que ficava comigo e eu sabia que poderia conversar com ela sobre qualquer coisa a hora que eu quisesse ou chamar pra sair comigo pra qualquer lugar numa boa. É diferente da peguete que é só pra "pegar" mesmo, relação estritamente profissional. Já tive peguete de ficar várias e várias vezes comigo e eu simplesmente não saber ao certo o nome dela. E eu também não fazia questão nenhuma de saber porque simplesmente não me interessava.

Mas o "esqueminha" é diferente, você tem afeto por ela. Gosta de estar com ela e passar um tempo com ela nunca é ruim. Claro, tem um limite de proximidade, ultrapassar esse limite é estabelecer um relacionamento sério, o que nem sempre melhora as coisas. Pois bem, nos últimos 10 anos tive várias dessas "namoradinhas", de muitas delas eu gostei bastante e até hoje mantenho contato - de amizade, dessas me arrependo profundamente de não ter me dedicado a fazer durar, outras eu simplesmente nem lembro nome (problema sério esse meu com nomes, né?). É sempre bom você saber que tem alguém no mundo que gostar de estar com você.

Nesses últimos dias percebi que estou sozinho, não sozinho sem ninguém na minha vida, solitário. Isso jamais, tenho amigos e família demais para dar conta disso, mas é aquela solidão afetiva. Conversando com minhas conselheiras todas falaram a mesma coisa, que tava na hora disso acontecer comigo e que aprender a lidar com isso é amadurecer. Na hora não entendi o que isso quis dizer, mas logo entendi. Não posso depender de ninguém para estar comigo mesmo, até porque vários desses "esqueminhas" não se importavam em metade comigo comparado ao valor que eu dava a elas. E o contrário aconteceu várias vezes também, por isso não as julgo porque eu não fiz isso por mal. E espero que elas também não tenham feito por mal.

Com poucos desses "esqueminhas" simplesmente perdi tempo, porque apesar do tempo que elas estiveram comigo elas simplesmente não conseguiram me conhecer e foram "embora" com uma imagem errada minha. Preferiram dar ouvidos a opinião dos outros do que se guiar no próprio feeling. Não souberam aproveitar o que eu tinha a oferecer, falo sem nenhuma modéstia: só quem perdeu foram elas. Garotinhas, entendam algo muito simples, em 90% dos casos, conselho de amiga para amiga é só pra foder a outra. Se garantam sempre em vocês mesmas.

Quero passar um tempo só, sem ninguém. Vai ser um longo tempo, mesmo que dure somente uma semana. Quando você sente falta de alguém, mesmo sem saber quem é esse alguém, cada minuto dura mais que 60 segundos. Mas para lá fora deixar de ser tão solitário, antes você precisa saber o que falta dentro de você. Quando eu saber exatamente quem eu sou e o que eu quero vai ficar mais fácil para as pessoas entenderem isso também.

10/08/2010

Uno, Dos, Tres... Diez!


Por acaso descobri uma função do blogger onde eu posso ver as estatísticas do meu blog. Em breve farei um post só comentando esses números, fatos que eu achei curiosos. Mas um desses fatos foi que o meu post mais acessado foi justamente o Ato 8, para quem não sabe logo que fiz o meu orkut, cansado daqueles perfis cheios de frases de prontas-de-efeito resolvi fazer um resumo da minha vida de um foco diferente, dividi minha vida em 8 atos.

Lendo o Manual do Cafajeste, vi um post dele onde ele cita 9 fatos interessantes sobre ele, gostei disso, até porque a idéia para mim não é nova. Como eu não tenho vergonha nenhuma de buscar inspiração em qualquer que seja a fonte, vou fazer algo semelhante aqui no meu blog. Vou contar 10 fatos sobre mim que nunca tiveram muita relevância.

*Sempre gostei de praticar esportes, porém só comecei a malhar no meu primeiro ano de faculdade pra tentar diminuir minha magreza digna de retirante da seca. Continuo magro, mas desde então ganhei quase 10kg de massa muscular, apesar de não conseguir me manter numa academia durante doze meses completos. Ah, na primeira vez que tomei suplemento alimentar visando ficar mais fortinho, consegui a incrível façanha de perder 1kg.

*Ainda falando sobre esportes, já ganhei medalhas em jogos internos pelo colégio em futsal, basquete, atletismo, natação, acho que vôlei (caso eu tenha ganho mesmo, não tenho nenhum orgulho disso, acho vôlei um esporte bem de mariquinha) e dominó (é esporte de bebo). Espero semana que vem ganhar algumas no judô.

*Sobre colégio (ficou legal essa interligação de pontos), entre a 8ª série e o cursinho pré-vestibular estudei em 5 lugares diferentes, ou seja, um colégio por ano (o cursinho eu fiz em matérias isoladas, logo não é colégio, mas eu contei mesmo assim). Sendo que em 4 cidades diferentes (Pesqueira, Caruaru, Jaboatão e Recife). O ruim é que não deu para criar raízes em lugar algum a partir do 1° ano, mas ajudou bastante a me desenrolar, perdi toda a minha timidez e aprendi a resolver meus problemas sozinho.

*Minha primeira ida a jogo de futebol foi quando criança para assistir Santa Cruz x Náutico, não lembro de nada desse dia, só sei que o Santa ganhou. Me levaram para esse jogo na esperança de que eu virasse tricolor, mas rubro-negro já nasce com o vermelho e preto no coração. Minha primeira ida a Ilha foi em 2001, meu tio Ivandro que me levou. Nesse ano o Sport terminou na lanterna do campeonato. Não, não sou pé-frio, o time que era horrível, tanto que anos depois passei a ir a quase todos os jogos do Sport na Ilha e não vi nenhuma derrota em mais de 1 ano de jogos. O problema era meu tio, desde então eu não fui mais com ele para jogo do Sport.

*Eu sou totalmente xiita quanto ao bairrismo. Praticamente não gosto de nenhum outro lugar fora Pernambuco no Brasil. Odeio com todas as minhas forças o carioca. O curioso que a mesma raiva que eu tenho do carioca eu também tenho do caruaruense. Deu para perceber que eu não gosto nem um pouco de gente metida, né?

*Meu primeiro beijo foi dos 12 para os 13 anos. Depois dele fiquei um tempão sem beijar porque tinha achado aquilo horrível, mas só depois que eu percebi que tinha sido horrível porque a menina simplesmente não sabia beijar, ela tentou foi me engolir.

*Tenho uma família por parte de mãe muito grande, mas sempre tivemos bastante contato. Eu e meus primos antes de família somos amigos também, não é raro nos encontrar em alguma balada juntos como se fôssemos uma turma de colégio. O Maciel vem da minha mãe, não só eu, mas também todos os meus primos geralmente assinam seu nome acompanhado do Maciel.

*Minha infância foi muito boa. Quase toda tarde ia para a fazenda do meu avô com meus amigos onde passamos toda a tarde lá desbravando a mata e andando de cavalo, à noite iamos todos brincar na rua atrás da minha casa. Dias dignos de Goonies, muitas e muitas histórias, ninguém jamais poderá dizer que fui menino criado a leite com pêra e ovomaltino, era maloqueiragem mesmo. Subir muro da casa do outros, roubar framboesa nos fundos dos correios, perturbar os doidos de rua, quebrar coisas, pular no quintal alheio pra pegar a bola que caiu lá e sair correndo pra não levar tiro de espingarda de sal, etc.

*Em meus primeiros dias aqui em Recife, vindo de Pesqueira, após passar um ano estudando em Caruaru, fui pegar um ônibus para o shopping. Ainda acostumado com o sistema viário de Caruaru, achei que percurso do ônibus era curtinho e ficava rodando o tempo todo,como lá, mas aqui o ônibus faz uma verdadeira viagem e depois vai para o terminal. Duas vezes seguida tentei ir do meu prédio para um lugar que não daria 10 minutos andando e consegui passar uma tarde inteira dentro de um ônibus. E não cheguei onde queria.

*Sempre tive muita vontade de tocar algum instrumento musical, até comprei a guitarra do meu primo, fiz umas duas aulas, mas deu para perceber de cara que uma coisa que não tenho é talento musical e ritmo seja para cantar, tocar ou dançar. Se eu fosse viver de música seria no máximo como produtor.

10/01/2010

Pior que tá não fica


Engraçado que quanto mais eu estudo, quanto mais eu conheço da nossa Carta Magna, mais nojo e desinteresse eu sinto pela política do Brasil.

Eu bem que poderia acabar esse post nessa primeira frase que já estava de ótimo tamanho para vocês, leitores inteligentes, mas a função desse troço é escrever mesmo e fazer render. Pois bem, vamos lá.

Cada eleição que passa, seja para presidente, governador, prefeito ou síndico daqui do condomínio, menos esperanças eu tenho nesse país. Vocês sabem muito bem o que eu penso do Brasil e do brasileiro em geral, basta ver posts anteriores. A cada dois anos, nessa época do ano sou bombardeado por rostos sorridentes e a mesma conversa de sempre: de um lado a situação que vive no Wonderland onde tudo está lindo e maravilhoso graças ao magnífico trabalho que eles desenvolveram nos últimos 4 anos, apesar do governo anterior que só fodeu tudo. Mesmo assim eles superaram o caos e fizeram do Brasil o melhor país do mundo. Contudo, repetem as mesmas propostas que os elegeram. Só eu me perdi no raciocínio aqui? Se para eles se elegerem eles detonaram o trabalho do governo anterior e prometeram melhorar tudo, 4 anos depois eles querem continuar prometendo as mesmas coisas sob o pretexto que há muito o que ser feito.Hã?

Do outro lado está a oposição que vive no pior país do mundo, onde nada funciona. Vem as mesmas propostas da situação, porém apresentam tais propostas após afirmarem que o governo atual não fez nada em relação as essas coisas. Ah, eles elogiam algumas coisas sim: aquelas que eles dizem ter criado na gestão anterior da qual eles fizeram parte.

Engraçado também é que todo candidato que busca sua reeleição foi responsável por alguma obra grandiosa realizada. Tal obra só veio para tal lugar porque o senador tal com muito suor conseguiu isso. Mas o deputado tal diz que quem trouxe foi ele. O outro deputado diz a mesma coisa. Não podemos esquecer o presidente que diz ser o principal responsável! Por isso que o Brasil é um país lindo, todo mundo trabalhou junto para conseguir isso! Que união maravilhosa!

Quantos as propostas todo mundo sabe quais são, vou nem dizer, mas uma começa com E, a outra com S e a outra com S também. Exceção é o Edmar de Oliveira que quer matar todo mundo, o que me agrada (não, não vou votar nele). Porém a primeira com E é a mais surreal de todas. Agora voltamos ao ponto inicial do post, porque quando o infeliz tem o mínimo de educação e senso crítico chega a essas conclusões (e várias outras) que eu cheguei e não vota em mais nenhum desses desgraçados aos quais eu me referi.

Claro, tem político que preste. Em algum lugar, feito torcedor da Barbie macho, sabemos que existe, mas achar um é complicado demais. Mas não percam a fé, façam um esforço para encontrar um candidato que pelo menos pareça ser decente. Não vote visando somente o emprego que sua mãe talvez ganhará desse candidato nem um bolsa-qualquer-coisa que ele prometeu. Vamos pensar um pouquinho a frente e perceber que o benefício mínimo de hoje será o prejuízo máximo amanhã!

COLETIVIDADE!

Ah, mais uma coisa! Vejam como são as coisas, lembrei de um post que fiz no dia 10/05/2008 e por incrível que pareça (ohhh!!!) minha linha de pensamento ainda é parecida. A diferença que hoje eu tô com menos saco para tudo isso, comparem.

9/29/2010

Temos vagas


Constatei que muita gente entra em algum blog, se empolga com a idéia de fazer um, mas com dois ou três posts abandona o projeto. Normal, nem todo mundo tem saco para isso.

Então, para essas pessoas que gostam de escrever e expressar suas opiniões, sem necessariamente ser de forma constante, eu tô abrindo espaço aqui no blog para quem quiser postar.

Basta mandar o seu texto para o meu e-mail, se possível com alguma imagem que ilustre o texto que eu publicarei com prazer. O tema do post pode ser qualquer um, aqui não rola censura não. O importante é está bem escrito.

Meu e-mail: dremaciel@hotmail.com

Quero ver se vocês se garantem agora!

9/24/2010

A Vingança dos Nerds


Esses dias resolvi perder um pouco do meu tempo nem tão valioso assim para ver os famosos vlogs de Felipe Neto e PC Siqueira. Junto com isso vi uma parte do VMB (nesse caso eu fui ver a premiação apresentada por Anderson Silva e Júnior Cigano) e vi que o cenário artístico pop atual foi tomado pelos Restarts (primeira vez que eu vi Restart na tv achei que o visual deles na ocasião era uma "homenagem" aos Menudos, mas depois eu vi que é uniforme de guerra mesmo haha), Cines e mimimi-me-amem da vida.

Até bem pouco tempo atrás (odeio dizer a expressão "no meu tempo" porque o tempo não era meu e esse tempo foi ontem, todo mundo estava lá pra ver) um PC Siqueira ou um vocalista do Restart eram aqueles seres que só se fodiam na mão da galera "legal" justamente por eles não seres legais. Enquanto a maioria se preocupava em socializar, fazer e manter amizades, viver a vida fisicamente eles eram aqueles que não gostavam de sair para ficar em casa jogando algum video-game, vendo putaria na net e falando mal daqueles que sairam. Beleza, eu também tô falando mal deles, né? Até dá pra entender o lado deles de não querer seguir as tendências da sociedade do momento, isso é um saco além de bastante idiota (seguir essas tendências). Cada dia mais eu tenho menos interesse em sair para baladas, prefiro muito mais agora chamar meus amigos para virem jantar aqui em casa e passar à tarde conversando, só que festa é festa, né? Mas nem por isso você precisa radicalizar e viver da forma que falei antes. Dá pra chegar a um meio termo.

Sei que isso é possível porque eu nunca deixei de ir para uma festa ou casa de amigo beber para ficar em casa jogando video-game, mas também nunca deixei de grudar os meus olhos na tela da tv jogando alguma coisa durante horas. Véio, são 7 dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias no ano, sem contar as 24h contidas em cada dia. Tem tempo de sobra para você fazer as duas coisas: socializar e se privar de sociedade. E nem me venham com essa conversa que meu dia é muito corrido, não tenho tempo pra nada, queria que o dia tivesse 30h. Se você for minimamente organizado e competente no que faz dá tempo pra fazer quase tudo.

Voltando ao caput do post. Pois bem, não sei como nem o motivo esses seres ignobeis agora são os parâmetros, o jogo mudou de lado. Legal agora é se vestir feito uma bicha louca, chorar copiosamente por nada, ser doentemente magro e branquelo (no sentido de não fazer exercícios), justamente por não sair muito de casa onde a internet é a diversão, é ser revoltado e ser esquisito. Complicado isso.

Complicado demais. Longe de mim querer saudosista e forçar as crianças de hoje a irem para rua brincarem como foi na minha infância em Pesqueira, sei que os tempos e as circunstâncias são outras. Mas é o tal do meio termo, né? Vamos tentar ser menos brancos e magros.

ps: post passado eu respondi a um comentário porque achei os argumentos apresentados totalmente falhos, mas não se acostumem com isso. Essa semana eu tava muito estressado-nervoso-puto-da-vida, mas paz e amor de novo. Podem criticar a vontade, me xingar demais no twitter que eu vou me comportar e ficar na minha. Sou um menino bonzinho.

9/17/2010

Mobralizando


Ultimamente vem rolando aqui muito desabafo e crítica social, mas eu criei esse blog foi para poder reclamar da vida pura e simplesmente. Preciso fazer mais isso.

Meu alvo então serão aqueles que fazem força para escrever errado, principalmente na internet. Falo só quanto a internet porque não teria coragem de ler uma redação de um individuo desse. Reconheço meu teto de vidro e eu mesmo atiro o primeiro tijolo, erro demais na Gramática, aqui nesse post mesmo deve ter uma dezena de erros tanto plural, acentuação e concordância. Sem falar na linguagem vulgar. Mas eu não erro de propósito (algumas vezes sim como no "tá" = "está" e variações), erro por vacilo mesmo. Você não me vê usando abreviações do tipo "vc", ODEIO ISSO! Isso de evolução da língua para mim é desculpa de quem se dava mal na prova de Português no colégio, usa o "vc" porque não lembra de "você" tem acento.

Quem escreve errado por querer deveria prestar atenção no que ela escreve de forma correta. Rapidamente irá perceber que sem perceber ela faz uso da linguagem errada da internet. Já pensou isso numa prova de concurso? Você não passar num MPU da vida porque na Redação usou um "ctg"! Eu ia rir bastante de você, sério mesmo.

Não aguento conversar virtualmente com quem não faz o mínimo de esforço para escrever corretamente. Se você é uma dessas pessoas e mantém um certo contato comigo ou é porque eu quero te pegar ou porque já peguei e só estou fazendo um social ou, raramente, porque gosto de você. Se você é assim, perceba se eu procuro dar respostas evasivas sempre que possível, se uso poucas palavras, caso isso ocorra pode ir embora sem se despedir porque eu não tô a fim de falar com você e provavelmente o motivo é seu jeito de escrever. Ou então você é chato pra cacete mesmo!

9/10/2010

Gracias


Vocês já fizeram alguém feliz? Não falo da forma popular se agarrando com alguém feio, falo de forma mais generalizada. Ok, ficar com alguém feio também faz parte do contexto. Já escrevi anteriormente sobre o quão desprezível eu considero o egoísmo, logo esse post é justamente sobre o outro lado.

São várias as formas de fazer alguém se sentir bem, a mais simples dela é um mero "obrigado". Se alguém te faz um favor, te elogia, nada mais justo que você agradecer, mas não é só falar uma palavra de agradecimento, é demonstrar no olhar, no tom da sua voz que você realmente está grato por aquele gesto. Um abraço ajuda bastante nessa demonstração. De fato, o elogio é a forma mais fácil de se fazer alguém se sentir bem. São algumas poucas palavras em troca de satisfação, mas repito, de nada adianta você elencar uma lista de elogios, indo de 1 até 100, quando você não fala tudo isso com sinceridade.

Você está lá ficando com aquela menina e entre um beijo e outro você pára, olha nos olhos dela, e após alguns segundos de silêncio você diz que ela é linda. Diz isso olhando nos olhos dela. Não vejo melhor forma de demonstrar o quanto ela é especial para você naquele momento, somente três palavras - "você é linda".

O que eu quero dizer com isso tudo é que não importa o gesto, pode ser um "valeu, parceiro" até um breve aperto de mão com força, o importante é transmitir a sua mensagem. E melhor ainda é saber que seu objetivo foi bem sucedido e a outra pessoa ficou feliz por você ter feito o que fez.

9/03/2010

Hocus Pocus


Eu sempre disse que eu sou a pessoa que menos me conheço. Quando eu quero saber algo sobre mim eu pergunto àqueles que convivem comigo, eles podem avaliar minhas atitudes melhor do que ninguém já que estão numa posição privilegiada. Já eu estou muito próximo de tudo, muito em cima para conseguir visualizar bem o que estou vendo em minha frente.

É como você encostar o rosto numa televisão (ligada, é claro), você só verá vários pontinhos coloridos. Porém se você se afastar um pouco começará a definir a imagem para qual você está olhando, mas se se afastar muito não conseguirá enxergar novamente.

ps: procurei no Google Imagem por "foco" e no meio de várias imagens apareceu Amadão, não pude deixar passar em branco.

8/27/2010

Tempos modernos


Imagine que você é Henry Ford, dono da montadora de automóveis Ford. Você decide lançar um novo carro no mercado, porém antes de dar início ao processo de montagem você é informado por seus engenheiros que no projeto há um erro e caso ele não seja solucionado haverá uma grande possibilidade de defeito no carro, havendo inclusive grandes chances de ocorrerem acidentes graves em decorrência dessa falha na estrutura do veiculo.

Henry Ford simplesmente manda iniciar a linha de montagem e que após os carros já estarem nas ruas sob posse de seus proprietários vocês convocarão um recall para solucionar esse problema. Porém fazer o recall no futuro gerará uma prejuízo a montadora muito maior que a mera correção do defeito antes da fabricação do automóvel. E pior que isso, qual o preço de uma vida perdida em decorrência de um acidente causado por essa falha?

Bem incoerente tudo isso, né? Beira a insanidade.

Pois bem, é isso que o atual governo federal vem fazendo com a educação no Brasil ao investir fortemente no ensino superior, deixando de lado o ensino fundamental e médio. Ao não prepara adequadamente a criança e o jovem, ele chega no ensino superior sem condição nenhuma de absorver aquilo que lhe é "empurrado". Acaba que simplesmente a maioria dos que terminam o ensino médio não possuem a menor condição de passar num vestibular e entrarem em uma faculdade pública, o fim desses jovens é fácil de se encontrar nos cadernos policias dos jornais.

O muleque sai do colégio mal sabendo somar, o que raios ele vai fazer nesse mundo? A resposta disso quem sabe muito bem é a criminalidade. Não seria mais lógico que houvesse um investimento pesado no ensino de base para que o jovem saia da escola com condições de lutar por seus sonhos de igual para igual com qualquer estudante que frequentou os melhores colégios particulares do Brasil? Ao investir unicamente no ensino superior, o governo só está dando uma satisfação à sociedade ao mostrar que está construindo faculdades aos montes.

Como se o Brasil não estivesse sobrecarregado de advogados, administradores e gente sem educação nenhuma...

8/23/2010

Lá no morro...


Há 10 anos eu comecei minha carreira. Formalizei uma parceria com amigos que me ensinaram muito do que eu sei hoje, amizades que fizeram ser quem eu sou a partir do momento que cada um deles passou o que eles tinham de melhor para mim. Como mestre e aprendiz, mas nesse caso prefiro ver como eu sendo o filho e eles os meus pais ou irmão mais novo para irmãos mais velhos.

Foi a partir desse momento que eu aprendi a dar valor a uma amizade, vi que amigo de verdade é para toda a vida mesmo que a distância o tempo sejam uma barreira. Haja o que houver, passe o que passar, no final quem estará lá te esperando pronto para te dar um abraço é aquele seu amigo. No meu caso, amigos. No plural.

Final de semana retrasado teve a 10ª edição da Festa da Renascença em Pesqueira (o antigo Circuito do Frio) e foi um dos melhores momentos da minha vida, tão bom quanto a primeira edição, pois percebi que passada uma década aqueles mesmos amigos ainda estavam lá ao meu lado. Percebi também o quanto eu cresci desde então, não só fisicamente, mas emocionalmente. Desde aqueles shows de Reginaldo Rossi, Adilson Ramos, Geraldo Azevedo eu evolui bastante. Hoje eu sou algo que começou a ser forjado naquele dia por esses amigos e agora posso mostrar o resultado de 10 anos de trabalho.

Mais feliz ainda eu fico por ver que todos esses, após tanto esforço, ficaram bastante satisfeitos com o resultado que obtiveram.

Ao Ministério!

8/17/2010

Kaeshi waza


Já perceberam que aquele personagem mais emotivo, o mais legal, aquele que mais se importa com os demais é sempre morre nos filmes? Geralmente ele se sacrifica pelo personagem principal, com isso todo mundo que está vendo fica sensibilizado, triste por ele não mais seguir na história, comovido pelo nobre gesto dele, mas no final todo mundo só está interessado no final feliz do principal que durante todo o filme não demonstrou o mínimo de pena do seus inimigos antes de matá-los e ainda matou o vilão (o mesmo que matou o bonzinho). Sem falar que ele pegou a boyzinha.

Moral da história: em um filme, só queira ser o personagem principal. Mas eu foco meu pensamento no fato daquele que se deixa envolver por sentimentos nunca termina bem. Foi justamente o sentimento bom que o amigo do principal tinha por ele que o levou a se jogar na frente da bala que tinha o herói como alvo. Bala mata, tem essa não de o cara ser gente boa.

Se tem uma coisa que as artes marciais procuram te ensinar é que você deve sempre procurar controlar suas emoções, seu sentimentos. Você não pode se deixar levar pela raiva ou euforia e atacar seu adversário com tudo, pois ele terá grandes chances de usar esse seu ataque impensado contra você próprio te derrotando. É Física, toda ação gera uma reação.

As vezes eu vou com tudo ao ataque e acabo levando um contra-ataque suficiente para acabar a luta. Mas já aprendi bastante a controlar minhas emoções e procuro cada vez mais dar ataques perfeitos para que o vencedor no final da história seja eu. Porém sempre tem um lutador mais forte que você, procure tê-lo como referencial e no momento que você conseguir derrota-lo foque em outro mais forte que você.

Quanto mais frieza você tiver mais forte você será. Os filmes estão ai para nos dizer isso.

8/12/2010

São meus olhos


Chega a ser engraçado o fato de várias amigas minha me criticarem por eu quando estou solteiro de fato e de direito ficar me engraçando para quase todas as meninas que eu me interesso. Já escutei muita coisa também por eu variar tanto de uma menina tida como muito bonita pela maioria para aquela totalmente sem graça.

Parafraseando Hitch - "eu gosto de mulher e as mulheres gostam de mim" - não, não quero parecer o bonitão, o pegador, ou o próprio Hitch. Falo isso em sentido amplo, já me relacionei com sei lá quantas meninas, tenho várias amigas que considero muito e no geral me dou bem com mulher, tenho jogo de cintura para lidar com elas. O que é algo muito, mas muito difícil.

Direcionando mais o post, eu não tenho um gosto especifico para as mulheres com que eu procuro me relacionar. Não prefiro as loiras ou morenas ou ruivas. Eu gosto de mulher (acabei parafraseando Ultraje a Rigor agora). Eu consigo ver beleza em quase todas as mulheres, umas são mais bonitas que as outras por aliarem beleza física, com simpatia, inteligência, etc. Outras tem menos recursos, mas 99% tem algo de bonito em si e é nesse ponto que eu procuro focar. Se você não tá com um visual legal, mas tem um sorriso bonito, é nesse sorriso que eu vou focar minha atenção em você. E por aí vai.

Acabo me tornando presa fácil para aquelas meninas que se interessam por mim, esse meu comportamento ao mesmo tempo é uma dádiva, pois me permite ver além do que a maioria vê, e também é uma maldição, pois me meto em cada furada as vezes. Claro tem a menina que é feia aos meus olhos, não que ela tenha uma verruga no nariz ou o cabelo de toin-nhon-nhoin, mas por ela não ser uma pessoa boa. Tenho exemplos claros em minha cabeça de alguém que a primeira vista parecia ser a pessoa mais linda do mundo e com pouco tempo de convivência eu percebesse que ela era horrível, ao ponto de eu não querer estar perto dela.

Como a maioria daqueles que frequentem o meu blog são meninas fica o conselho: valorize o que você tem de mais bonito, esse é seu diferencial. Não esconda seus defeitos, eles também serão seu diferencial, só procure mostrar que seus pontos "bonitos" se sobrepõe aos "feios". Sejam sempre vocês mesmas.

Aos boyzinhos que aqui frequentam: não tenham medo de arriscar ficar com uma menina só porque ela não é tão bonita aos olhos dos outros, procure conhecê-la melhor, confie na sua intuição quanto a ela e veja a possibilidade dela te fazer feliz.

E antes que me chamem de safado-cachorro-sem-vergonha, quando eu decido ficar só com uma pessoa eu fico só com essa pessoa. Não misturo nem fundo relationship status, cada qual a seu tempo.

8/02/2010

Diário de um detento



Já estava deitado na cama, terminando de ver Californication, pronto para dormir já que amanhã cedo tenho aula, mas bateu a louca (sic) vontade de escrever algo. Mas o que? Sei lá! Já estou escrevendo e assim matando a minha louca (sic) vontade de escrever.

Nos últimos dias muitas pessoas me cobraram um novo post, até pensei em alguns temas como o voto consciente nessas eleições ou a variedade do povo brasileiro, mas vou deixar isso pra depois porque no momento me soam como assuntos chatos. Sendo assim vou me envolver em egoísmo e falar sobre o que eu mais falo aqui: sobre mim. Vou tentar filosofar menos e ser mais direto ao falar sobre esse ser tão insuportável que sou eu. Pois bem...

De uns tempos pra cá me sinto como um personagem de video-game. Um Mario ou Megaman, tanto faz, estou vivendo minha vida como se nela houvesse fases e para passar a seguinte eu tenho que vencer o desafio de cada uma, a dificuldade vai aumentando com o transcorrer do jogo. Mas tô indo de boa na lagoa, de leve na neve. Step by step tô chegando lá, bem ao estilo Los Hermanos, levando a vida devagar para não faltar amor.

Estou me dedicando a construção da minha persona (parece Megaman ganhando novas partes da armadura). Nos últimos dias sai bastante, conheci gente nova, re-conheci gente antiga e desconheci algumas pessoas. Vivi várias sensações que um tempão eu não vivia e tinha esquecido como elas são boas, lembrei qual a minha especialidade nessa vida (menininhas que conversam com mais frequência comigo sabem do que estou falando). Estou feliz. Estou focado. Estou descompromissadamente assumindo vários compromissos.

Minha monografia voltou a sair do lugar. A academia está mostrando seus resultados. Só dependo da liberação do meu ortopedista para disputar os Jogos Universitários de Judô já que hoje fui chamado pelo meu sensei para defender a Católica nessa competição. Vou começar a frequentar com total frequência as aulas do cursinho. OAB é em setembro. Conheci o Rio Grande do Sul. Sinto saudade de passar uns dias em Pesqueira com meus amigos. Sinto falta de outra pessoa. Minhas mãos estão bem calejadas (judô e academia...). Finalmente um tratamento para a minha rinite está dando certo. Marquei consulta com um acupunturista. Deus continua presente em minha vida. No aguardo pela Festa da Renascença em Pesqueira. E na linha de frente pronto para o que der e vier.

E vocês, como estão?

7/18/2010

Bota a mão na cabeça que vai começar...


Lembro de quando eu tinha por volta dos 11 anos, só queria escutar rock. Comprei um cd de Skank e Charlie Brown Jr. e por isso me achava o revolucionário em meio aos meus amigos que só ouviam forró e pagode. Na época eu morava em Pesqueira, e por causa do meu gosto eu recebi o status de rockeiro, e vesti a camisa preta. Até gostava de ser a exceção, e para manter a pose eu sempre procurar criticar os demais estilos musicas populares por lá.

Um fator que favoreceu bastante a essa minha manutenção nesse estilo foi a minha idade, eu ainda era uma criança, não sabia o que era mulher. Mas o tempo foi passando e meu interesse pelo sexo oposto foi aumentando progressivamente e chegou o momento que percebi que naquele meu estilo seria complicado "encontrar" alguém. Ai comecei a frequentar as festas do povo lá em Pesqueira: bailes de forró, carnavais fora de época, etc... Nesses ambientes percebi que lá tinha o que eu tanto procurava: mulher. Porém ao satisfazer minhas necessidades de adolescentes eu comprometia meus ouvidos. Tudo bem.

O tempo passou e eu não deixei de ouvir os meus rocks em casa, nem muito menos deixei de frequentar esses eventos. Com isso passei a entender um pouco de todos os estilos musicais, só assim comecei a apreciar um pouco o que cada um desses estilos poderia me oferecer. Percebi que nem todo pagode (axé, swingueira, etc) ou forró estilizado possuia letras vazias. Até bem pouco tempo atrás eu batia no peito todo orgulhoso para dizer que duvidava achar em minha casa ou meu pc qualquer música desses estilos. Que besteira, hoje vez ou outra ouço algo do tipo simplesmente por ao ouvir certas músicas elas me remetem a momentos muitos felizes, como o Carnaval, e acabo ficando feliz por isso. Não, eu não gosto de tudo, acho um saco esses pagodes melosos, mas se minha turma resolver ir para um show de Sorriso Maroto e eu não tiver nada de melhor pra fazer vou e vou me divertir mais que qualquer um. O maior exemplo atual que eu posso citar para isso que estou falando é Parangolé que estourou para o mundo com o Rebolation.

Vejo muita gente sempre fazendo comentários do tipo - "Só falta tocar o Rebolation" - em tom depreciativo. Mas alguém já parou para ouvir a letra dessa música? Poucos, né? Ela simplesmente não diz nada demais, é algo leve, inocente, para dançar somente. Divertir. Tem gente que gosta de dançar, sabiam? Ai uma dessas pessoas que são tomadas pelo preconceito que já tive outrora ao ver Léo Santana (vocalista do Parangolé) se apresentando já torce a cara. Acham totalmente primitivo um negão de 2 metros de altura rebolando, ficam tão afixionados por essa imagem que não param para ouvir o que ele está cantando. Sim, ele canta muita música da moda que são bastante depreciativas. Porém canta várias outras de letra até bonita.

Em "Favela" ele canta a alegria do dia-a-dia daqueles que vivem nas favelas de Salvador, já na curta letra de "Negro lindo" ele expõe o orgulho de ser negro, o que é algo bastante louvável em um país como o Brasil onde o preconceito racial é tão presente e muitos negros tem vergonha de sua cora. Há vários outros exemplos. E além disso tudo essa é a raíz cultural do Brasil, é bom cada um saber a origem de tudo isso que existe hoje aqui. Não somos um país europeu, somos um país africano.

Não vamos deixar de nos divertir por preconceito com outros estilos e ritmos, você pode se divertir em qualquer ambiente, basta querer e estar disposto a isso. E se divertir é algo sempre bem-vindo no mundo estressante que vivemos. Preconceito é algo muito sério para o usarmos de forma tão besta. Mexam o balaio.

7/08/2010

Pátria que o pariu!


Se for um daqueles ufanistas que acham que o Brasil é o melhor lugar do mundo e só o critica quem não tem olhos para os defeitos do jardim alheio eu recomendo que nem leia esse post porque eu vou entrar com os dois pés na pátria amada.

Avisados. Pois bem, segue o jogo.

Desde a Copa do Mundo de 2002, quando eu tinha 14 anos, que eu não consigo mais torcer pela seleção brasileira. Vejo aquele bando de jogadores em campo que mal sabem a história do seu país ou a que povo estão representando, só estão ali para alimentar sua conta bancária e seu ego. Garra? Raça? Determinação? Tudo isso passa longe das últimas seleções. Ai vejo uma seleção inglesa na Copa de 2006 ou a seleção uruguaia nessa Copa, dá gosto ver a vontade de vencer e honrar as cores de suas pátrias nesses jogadores. Dão o sangue por sua nação. Já no Brasil tanto faz como tanto fez. Lembro de 2006, aquela seleção que era a maior barca de todos os tempos, onde jogadores sérios eram raros e um deles, Juninho Pernambucano que era reserva entrou de frente em um dos jogos e na hora do hino ele foi o único a chorar. Foi o único jogador brasileiro a chorar durante o hino em toda a Copa. Lembram qual foi a repercussão disso aqui no Brasil? Que Juninho tinha pipocado, estava chorando de nervoso.

Brasileiro é o cidadão mais hipócrita do mundo. Se acha o maior defensor de seu pais de todo o globo, porém só demonstra seu amor à pátria a cada 4 anos beijando o escudo da CBF em época de Copa do Mundo. Cadê o amor ao Brasil na hora de votar em quem realmente quer trabalhar para o engrandecimento da nação? Cadê o amor ao país na hora de jogar lixo no seu solo sagrado? Cadê o amor a nação na hora de preterir um produto importado por um nacional, mesmo ambos sendo de mesma qualidade? Brasileiro gosta é de aparecer. Vejo os americanos, tão odiados por todo o mundo, não pensar duas vezes antes de ferrar outra nação, mas eles fazem isso para a glória de sua nação. Lá sim eles fazem tudo por sua bandeira e não estão nem ai para a sua imagem lá fora. Aqui no Brasil, ao invés de gastar-se tempo combatendo a corrupção, a grande maioria prefere gastar esse tempo tentando se eleger para pode fazer parte da festa no Legislativo. Engraçado, né? Só rindo mesmo.

Sou bairrista demais, além da conta, mas dentro do meu estado, entre meu povo reconheço todos esses defeitos listados. Basta lembrar a expulsão dos holandeses de Pernambuco. Durante o governo de Maurício de Nassau, Pernambuco era primeiro mundo, porém só pelo fato dele ser estrangeiro ele e tudo o que ele trouxe foram expulsos daqui. Mas isso é assunto para o historiadores, nem quero me aprofundar nisso.

Continuando, para mim o "Ordem e progresso" do pavilhão verde e amarelo poderia ser muito bem substituído por duas frases: "farinha pouca meu pirão primeiro" ou "do que adianta olhar para o céu, com muita fé e pouca luta?". Para falar mal eu novamente uso o exemplo do meu estado visando um comentário imparcial. Lá em Barreiros, diante de todo estado de calamidade, um morador que teve sua casa arrasada reclamava na tv que não conseguia pegar os mantimentos doados porque toda a população rural, entre outros, que nada tinha perdido com as chuvas simplesmente invadiram os postos de doações. Amor ao próximo mil, né?

Pois bem, tudo isso é só para dizer que nessas eleições mostrem todo o amor que demonstraram pela seleção de futebol na hora de votar. Só assim você pode mostrar que se importa com seu país.

6/04/2010

Meu referencial


Ontem,dia 3 de junho, meu avô Luiz estaria completando 90 anos se estivesse fisicamente entre nós.

Ele sempre foi e sempre será meu maior exemplo como homem, espero que no final da minha vida eu possa constatar que tive pelo menos metade do caráter que ele teve. Tinha seus defeitos, cometeu suas falhas, mas apesar disso sempre foi fiel aos seus princípios e valores até o fim, nunca abaixou a cabeça. Sempre soube unir a seriedade com serenidade, nunca em minha vida conheci alguém tão sério e ao mesmo tempo tão amável como ele.

Jamais esquecerei dele cochilando em sua cadeira de balanço. Jamais esquecerei dele em seus últimos dias, já bastante debilitado, depois de alguns dias sem falar (essa parte do "alguns dias" pode ser fantasia minha, talvez ele não tivesse falado nada só naquele dia) ao me ver ele disse com um singelo sorriso - "Galego! - essa foi uma das cenas mais marcantes da minha vida, tanto que na hora todos que se encontravam presentes ficaram surpresos felizes por verem que ele ainda tinha forças para demonstrar alegria ao ver seu neto.

Durante sua vida pude conviver a maior parte da minha vida até então ao lado dele. De todas as saudades que eu tenho daqueles que já se foram, a saudade de vovô é a única que não me dói. Ele se foi e me deixou uma sensação de dever cumprido.

Muitas saudades, vovô! Peço que continue a nos proteger! Feliz aniversário!

5/28/2010

10 coisas que eu odeio em você


4. Não irei criar distúrbio na classe

Já percebeu que o errado sempre é você? Ela pode achar que está somente respirando mais alto, mas aos seus ouvidos parece mais um trovão e qualquer suspiro é motivo para começar uma briga. É sempre assim, você é aquela pessoa, sempre foi aquela pessoa, mas chega um dado momento que aquela pessoa passa a ser uma pessoa insuportável, qualquer gesto seu a irrita bastante. Pior que você não sabe nem como consegue irritá-la tanto, afinal você está sendo aquela pessoa de sempre.

Ela se pergunta - "não sei até quando vou aguentar isso!!!" enquanto você se pergunta - "não sei até quando vou aguentar isso..." - exclamações e reticências são a diferença entre você e ela. Mas chega um ponto que as suas reticências se tornam exclamações, e não só são três como as dela e sim mil. Aí você passa a estar mais errado ainda pelo excesso de exclamações. Não tem jeito, você nunca será bom o suficiente, ela sempre terá uma lista de qualidades e as suas sempre estarão no fim.

O que você faz? Ignora. Resolve? Não mesmo. Quando você pensa que não pode piorar é que piora mesmo. Quer ver piorar ainda mais? Deixa aparecer alguém que ponha suas qualidades no topo da lista dela. Pronto, você será condenado até por suas qualidades. O que te resta? Gritar. Alto e forte.

Por fim ela não irá querer ficar perto de você quando você estiver gritando e irá para perto de alguém que não grite e tenha qualidades opostas e finalmente ela passará a admirar suas qualidades e todo ciclo recomeça. Você nunca será suficiente, ponha isso na cabeça.

Não entendeu? Charlie Brown e Schroeder podem explicar bem melhor que eu. Eles são gênios.



*A série "10 coisas que eu odeio em você" foi iniciada anos atrás aqui no blog, mas por falta de interesse desse que vós fala ela ficou parada. Eis que hoje eu resolvi retomá-la.

Quem quiser dar uma olhada nas anteriores é só entrar nos links abaixo:

1. Não trate com prioridade quem só te trata como opção.
2. Grite, mas grite comigo.
3. Eu simplesmente gosto de você.

5/25/2010

Faith no more


"Senhor, muito obrigado por tudo que tens me dado
Saúde, proteção e paz

Não só para mim, mas também todos os meus amigos e familiares

Sei que enquanto estiver dentro do meu coração

Nada me faltará, pois és o maior escudo contra tudo aquilo que não vem do Seu amor

E és indestrutível

Senhor, proteja-me, proteja-me, proteja-me

Me leve e me traga em segurança ao meu destino

Como sempre o fez e sempre o fará

Louvo-O porque me dás forças

Nos momentos bons e ruins

É sempre o Senhor que está dentro dom eu coração

Obrigado por tudo."


Há vários anos faço essa oração sempre que saiu de casa, eu mesmo a criei. Ela me trás segurança, é minha única proteção contra o mundo. Mas em algum momento da minha vida comecei a perder a fé em algo maior, naquilo que sempre me protegeu, foi aí que eu comecei a cair. Preciso reencontrar essa minha fé, fortalecer o meu espírito, é nele que está toda a minha força para viver.

Não possuo uma religão definida, tenho forte influência do catolicismo, mas ultimamente conheci bastante do espiritismo e budismo. Não sou contra nenhuma religião (e sim contra algumas igrejas). Procuro tomar para mim o que de melhor cada religião possa me oferecer, quero engrandecer minha espiritualidade. Para muitos isso pode parecer besteira, mas agora que estou me dando conta do quanto a minha fé se perdeu é que eu vejo a falta que isso faz em minha vida e interfere diretamente nas minhas escolhas.

Estou passando por um momento de mudanças profundas, de reflexão sobre o que venho fazendo com a minha vida e o que eu quero dela de agora em diante. Sei que a cada escolha que eu tomar a partir de agora interferirá diretamente nos meus próximos passos, preciso escolher com muito cuidado os caminhos que irei seguir, pensar antes de agir. Sei que escolherei caminhos errados, eles são necessários, pois há coisas que só errando é que se aprende, mas tenho que tomar o caminho certo o máximo possível

Só sou eu e minha fé.

5/17/2010

Scar Tissue


Estava esses dias na casa de Felipe quando a irmã dele viu a cicatriz da minha cirurgia no ombro e me mandou cuidar dela para que ficasse menos aparente. Eu disse em tom de brincadeira que era melhor deixar assim porque é meu charme agora.

Pronto, um tema para um post.

Muita gente diz que as coisas ruins devem ser esquecidas, deixadas pra trás que só assim você as supera. Tudo bem, tem sua lógica isso, guardar rancor nunca é bom, mas superando-as você acaba esquecendo de como deixou isso acontecer e acaba que em dado momento você repete o erro. Quando você se machuca acaba adquirindo uma ferida e dependendo de como você cuidar desse ferimento pode deixar uma cicatriz ou não. Eu particularmente prefiro ter minhas cicatrizes expostas, quanto maior e mais visível melhor, pois só assim sempre vou me lembrar de onde e como errei e não repetirei.

Não que uma cicatriz seja motivo de orgulho, por mim eu não teria nenhuma, o que seria um sinal que eu não me machuco, que eu não erro. Mas minhas marcas servem para mostrar quem eu sou. Se tenho uma marca que vai do meu ombro ao meu pescoço é sinal que superei um problema grande, e quem vê saberá que não pode chegar em mim de qualquer jeito porque eu vou estar pronto para me defender.

Aos que preferem esconder suas marcas do passado ou tratar dos ferimentos para que não deixem marcas, parabéns, vocês são tão fortes quanto. Eu prefiro ficar com meu charme.

(a foto é do meu ombro mesmo)

5/14/2010

Pesos e balanças


Voltemos ao velho estilo de redigir textos, cheios de analogias, comparações e exemplos práticos.

Mãe é o ser mais sábio do mundo, mais que qualquer Einstein. A minha vive me dizendo que na vida é preciso ter equilíbrio, nunca ser extremo, nem 8 ou 80. Diante dessa premissa é que venho a esse post. Já pensaram aquela flanelinha da Católica manobrando uma BMW X6? Ou Michael Schumacher sendo obrigado a guiar um Celta 1.0 pelas ruas de Recife? Claro que o flanelinha diante de uma máquina como uma X6 não iria simplesmente fazer a baliza e desligar o carro, ele daria algumas voltas pela cidade e com certeza faria alguma besteira já que não tem noção da capacidade do motor desse carro. Já Schummi iria querer acelerar, correr com seu Celta, mas ficaria frustrado pela falta de potência de seu carro.

Dizem que Deus não te dá um fardo que você não possa carregar, por mais pesado que ele seja. Será? Acho que Deus tem mais o que fazer o que ficar pesando fardos numa balança industrial e calculando o peso de acordo com o IMC de cada para que ninguém carregue mais do que pode. Para evitar esse trabalho todo ele nos deu o Livre Arbítrio para decidirmos por nós mesmos quais fardos queremos levar. Quem escolher um fardo que de tão pesado se torne impossível de carrega-lo com certeza terá uma dor nas costas e não chegará ao fim do caminho. Quem escolher um muito leve terá que dar duas viagens para pegar outro. Temos um limite de capacidade e devemos respeitá-lo.

"Estou convencido das minhas próprias limitações - e essa convicção é minha força", disse Gandhi.

Tenho certeza que o risco de aparecer uma multa ou um amaçado em seu carro graças ao flanelinha que o manobrou é bem menor se esse seu carro for um Celta. E tenho certeza também que Schumacher poderia demonstrar toda a sua habilidade como piloto a bordo de uma BMW X6. Não podemos ser 8 e querer levar uma vida de 80, há um desequilíbrio nisso tudo. Ao escolher nossos fardos devemos ter muito cuidado para escolher exatamente aquele que se encaixe em nossos limites para a balança não pender para o lado errado.

"Não é necessário muita força para fazer as coisas, mas requer muita força para decidir o que fazer", falou Hubbard.

Nesse contexto todo eu seria Juan Pablo Montoya, não me encaixo em categoria nenhuma de corridas, mas em todas que eu entro fico famoso pelo pé pesado e consequentes destruições de seus carros.

5/12/2010

Tempestade no deserto


Depois de um breve e simpático post de Carol voltemos às minhas lamúrias.

Continuando o raciocínio do meu último post, já posso dizer que o sol está timidamente querendo voltar a aparecer. Ao contrário do costume desse blog, vou tentar escrever forma objetiva.

Há pouco mais de 1 semana meu namoro acabou, por mais breve que tenha sido fiquei muito apegado a ela. Quem me conhece, nem que seja via blog, sabe que eu sempre fui uma pessoa muito fria e impessoal quanto aos meus sentimentos. Sempre procurei me privar de gostar de alguém com mais intensidade simplesmente por não dar certo nesse tipo de relação, acho que é de família. Além disso, sempre fui melhor "esquema" do que "compromisso".

Pois bem, custei a acreditar que algo que eu depositei tanta esperança que fosse longe tivesse acabado, e simplesmente surtei. Agi como nunca agi antes, fui tomado por impulsos, o que não ajudou em nada. A boca abriu e os olhos fecharam. Sai falando tudo o que me vinha a cabeça sem ver com quem estava falando. Não conseguia entender, digerir aquela situação. Justamente por não me permitir é que eu nunca tive que lidar com a rejeição. Claro, não sou nenhum George Clooney que nunca levou um fora em uma festa na vida. Levei, e muitos. Mas uma coisa é você levar um fora de alguém que você mal sabe o nome e outra é de alguém que você tem tanto afeto.

Até onde eu sei não fiz nada de "errado" durante esse tempo. Não trai, sempre fui sincero, sempre procurei me mostrar companheiro. Porém não soube dosar tudo isso. Eu sei, falta de experiência, tato e noção mesmo. Mentalidades e objetivos diferentes, deu no que deu, acabou. Diante da minha situação recebi apoio de todos os lados, curiosamente os mais fundamentais vieram de onde eu menos esperava. O que foi ótimo, pois eu vi que não estava dando o devido valor a essas pessoas, vi que elas são maiores do que eu pensava.

Poeira assentada, conversei com ela, tentei esclarecer alguns pontos que não ficaram claros tanto de um lado quanto do outro. Vi que ela estava reagindo a tudo isso melhor do que eu, o que foi bom para mim já que não tenho que me preocupar se ela está mal também. Agora estamos nos falando, vamos tentar manter uma amizade o que vai ser bom pra mim, pois posso tentar corrigir a imagem ruim que ela ficou de mim.

Mas o mais importante de tudo isso é que finalmente estou conseguindo refletir sobre tudo. Vendo onde eu errei em minhas atitudes, só assim posso desenvolver isso. Vi que errei feio ao julgá-la, pois tudo o que ela fez eu já fiz também antes e não tinha noção do que estava fazendo na época, agora eu posso ver o tamanho de tudo e não irei mais repetir. "Estou convencido de todas as minhas próprias limitações - e essa convicção é minha força".

Espero que tudo isso que passamos só sirva para nos engrandecer, que não haja arrependimentos de ambos os lados. Os momentos bons fizeram valer a pena tudo isso, quero guardar comigo só isso. Ao contrário da maioria na minha situação, não consigo desejar qualquer mal a ela. Não consigo desejar o mal a alguém que eu goste, como vou fazer isso logo com ela que é uma das pessoas que eu mais gosto?

Nunca se esqueçam do que Astolfinho falou - "A gente ainda é porquinho, mas já sabe se virar."