
"Hoje tem marmelada? Tem sim, senhor!", diferentemente das outras vezes desta vez eu não irei falar do candidato A ou B, cada vez mais perco a empolgação com a política no Brasil. Mas cada vez mais vejo que esse meu desinteresse tem fundamento, chego em casa para almoçar e nesses 10 minutos que eu tenho entre faculdade e estágio sou obrigado a assistir ao guia eleitoral cada vez mais latifundiado por partidos menores que são criados sem nenhuma ideologia política, sem nenhum objetivo social, estão ali somente para se coligar com os partidos maiores e assim tornarem o tempo desse partido mais longo durante o guia, além obterem benefícios fiscais (revertidos para àqueles que os comandam, é claro). Mas esse tempo que perco na frente da televisão não é de todo mal, aquele programa não deixa de ser um razoável programa de humor (rir para não chorar). Mas falando sério, pelo menos ele me serve para ver em quem eu
não vou votar, acho que com algum esforço por eliminação você pode chegar em algum candidato menos ruim. Vejo aquele candidato que só dispõe de preciosos poucos segundos desperdiça-los tentando somente agredir seu rivais ao invés de apresentar suas propostas e tentar um mínimo de seriedade. Sem falar da quantidade de candidatos aventureiros que surgem do nada na tela da sua televisão somente para aparecer e montar um base popular para nas próximas eleições sair como deputado. No mais é sempre a mesma coisa, o político que tem mais dinheiro pode pagar para ter a melhor maquiagem que o faz parecer mais jovem e disposto enquanto o mais lascado se contenta com somente a imagem paralisada enquanto ele veste aquele paletó velho, precisa nem dizer quem são os mais votados, né? Junto com isso vem aqueles mesmo discursos de sempre falando na melhoria da educação, da segurança e da saúde... Porém vai ano e vem ano e o padrão de marketing não muda, mesmo esse sendo bastante improdutivo, porém nenhum produto se mantém no mercado quando não há compradores para ele. Acho que brasileiro no geral gosta disso mesmo, "finge que faz que eu finjo que acredito". Diante de tudo sempre me questiono a eficácia do voto obrigatório, será que vale mesmo a pena aqui no Brasil? Um país com tão pouca cultural política. Não sei mesmo. Quando penso que não vale a pena lembro de países como Cuba ou China onde a população não o fundamental direito de escolher seus representates e só de pensar nessa idéia já me dá vontade de vomitar. Porém o voto obrigatório faz com que o eleitor seja mesmo um consumidor. O candidato vem, vende sua idéia, se a apresentação for boa o eleitor compra essa idéia e assim segue o fluxo comercial. E assim segue a vida no nosso país. Vou daqui a pouco viajar para meu domícilio eleitoral, volto hoje mesmo. 2 horas para ir e mais 2 horas para voltar para fazer valer meu mero direito de eleitor. Vou para lá mesmo não querendo votar em nenhum dos dois provavéis candidatos que serão eleitos, é mais do mesmo. Porém não vou votar em branco ou nulo porque só estarei transferindo meu voto para o candidato vencedor, irei acabar vontando em desses candidatos populares sem nenhuma chance de vitória. Pelo menos farei alguém feliz.
Para tornar esse post um pouco mais proveitoso politicamente deixo uma dica de site americano que analisa profundamente cada proposta dos dois candidatos a presidência de lá, investigando cada frase, proposta, acusação feita por ambos em seus discursos políticos, mostrando o que é, não é ou que pode vir a ser verdade. O site é o
PolitiFact.