3/06/2010

No limite


Alguém por aí ainda?

Vamos ver se sai alguma coisa depois de um longo e tenebroso inverno (no caso, verão). Esses dias tive bastante tempo e espaço para pensar na vida graças a uma multi-fratura na clavícula (4 no total) e com isso já se passam alguns dias de molho em reclusão aqui em casa.

Com isso pude me dar conta de alguns limites meus tanto físicos quanto psicológicos. Percebi que de fato eu não tenho ossos de adamantium e se forçar eu me quebro, como prova disso está meu novo ombro de ferro que acabei de adquirir com meu ortopedista. Só assim para você saber que não é de ferro, mas que só tende a ser de ferro se não perceber isso logo cedo.

Mas esse limite é o de menos, mais difícil foi constatar alguns limites psicológicos e emocionais. Até onde você consegue levar um relacionamento que de direito não constitui nenhum compromisso, mas de fato esse compromisso existe? Ainda há o agravante desse compromisso só existir por uma das partes enquanto da outra só há uma consideração. Vale a pena ficar "enrolando"? Dar sequência há algo que claramente não tem futuro algum, não por falta de vontade, mas pelo contexto ser desfavorável. Pensei bastante e cheguei ao meu limite de "enrolação". Quem sou eu para prender alguém a mim por puro luxo? Cada um tem o direito de ter sua vida, de correr atrás de uma chance de ser feliz, nem eu nem ninguém tem o direito de privar outra pessoa desse direito. Saber que se atingiu esse limite é a melhor coisa que pode acontecer para ambos, pois só assim haverá a possibilidade de cada um encontrar algo que tenha um limite maior e com muita sorte que não tenha limites.

Meus limites psicológicos estão sendo postos a prova no momento, quero ver até quando vou conseguir me manter só com um braço em perfeito estado já que o direito está com seus movimentos limitados. A pior coisa que você pode fazer com alguém que é independente é torná-lo dependente de outras pessoas, me sinto o mais imprestável dos seres. Porém essas limitações servem para que você possa dar valor às suas limitações em perfeitas condições. Só eu sei o quanto é importante a minha clavícula agora, como é bom dormir virado para o lado direito e como é sem graça beijar aquela menina tão linda sem poder tomá-la em seus braços.

Abracem com toda sua força e sempre que possível as pessoas que você gosta porque você não sabe quando quebrará a clavícula.

3 Comenta aqui, campeão!:

Luana Silva disse... [Responder comentário]

a gente só sabe o que tinha depois que perde, né? clichê, mas em muitas vezes é a mais pura verdade. Melhoras <3 ;*

Hiara disse... [Responder comentário]

ÔÔÔ, até quebrado mimimimimi Andressita consegue ser fofa! ;p
Logo menos tu vais poder ter a menina tão linda nos teus braços, mas veja...

Eu não quero saber de fode-fode nãão, hein!
:}
;*** Isso tava abandonado mesmo, hein?!

Évora da Ibéria disse... [Responder comentário]

Quanto tempo meu filho.
Retomando seu texto, quando a gente vê que não dá certo, mesmo que isso seja de uma única parte, é melhor não insistir, porque pode piorar. E quando piora, deixa de ser doloroso pra um lado, começa a machucar todos.

=/