4/23/2012

A little bit me, a little bit you

Um dos defeitos que eu mais desprezo é a covardia, mesmo que não me atinja diretamente, e que eu saiba que fugir por medo seja algo que pode acomete a qualquer um em razão de nossa natureza, eu não consigo respeitar quem faz disso um hábito, age dessa forma com naturalidade, ficando sem nenhum peso na consciência.

Pior ainda quando a covardia ocorre num relacionamento. Traição é a maior delas, é quase um sinônimo. E não existe só a traição clássica, a infidelidade, tão ruim quanto ela é fuga do combate. Eu digo que é uma fuga do combate pois um namoro da vida não deixa de ser um combate onde ambos buscam superar seus limites para no fim ambos serem vencedores.

A fuga covarde é aquela no qual um das partes simplesmente desiste da "luta", por qualquer que seja o motivo, porém ao invés de simplesmente declarar que não quer mais participar daquilo, o que seria mais digno, inventa todo tipo desculpa para dizer que não dá mais. Numa analogia com o mundo das lutas que está tão em evidência hoje em dia, é aquele cara que finge ter levado um golpe baixo do seu adversário só para poder pedir a desqualificação do seu oponente por infringir uma regra. Vejam bem, "finge".

E tem lutador que é melhor atuando do que lutando, muito melhor. Finge tão bem que acaba convencendo o seu rival de que ele foi realmente atingido e que a desclassificação foi mais do que merecida em razão da falha do outro. O outro sai se sentido culpado, derrotado por ter feito isso, da certeza de não ter feito nada errado passa a duvida que alimentada vira culpa.

Quem faz isso por medo de perder a luta acaba derrotando aquele que estava se empenhando, dando o seu máximo. Derruba ele, e tem queda que não é tão fácil de se levantar, e nessa hora ele só espera uma mão que o ajude o reerguer, e geralmente essa mão é de quem o derrubou.

1 Comenta aqui, campeão!:

Luana Oliveira disse... [Responder comentário]

"O problema não é comigo, é com você.".